Escolher uma faculdade é uma das decisões mais importantes na vida de um jovem. O curso superior dura de 4 a 5 anos (ou 2 a 3 anos para tecnólogos) e impacta sua carreira, sua rede de contatos e até sua autoestima. A escolha errada pode levar à frustração, à desistência e ao desperdício de tempo e dinheiro.
Neste guia, você vai aprender 9 passos para escolher uma faculdade com segurança. Com eles, você evita o arrependimento.
Confira um guia com 9 passos essenciais para escolher uma faculdade
1. Pesquise a fundo a grade curricular
Pesquisar a grade curricular, conversar com profissionais da área e visitar a instituição são passos que evitam arrependimentos lá na frente. Quem se interessa por carreiras ligadas à tecnologia, por exemplo, costuma se inspirar em profissionais como um advogado digital para enxergar como as áreas tradicionais se reinventam no mundo atual.
Para escolher uma faculdade, você precisa saber exatamente o que vai estudar. As grades curriculares estão disponíveis nos sites das universidades. Compare as grades de diferentes faculdades para o mesmo curso.
Veja se as disciplinas são atuais (ex: marketing digital, ciência de dados, direito digital) ou ultrapassadas (tecnologias obsoletas, metodologias antigas). A grade deve ter equilíbrio entre teoria (fundamentos) e prática (projetos, estágios, laboratórios).
2. Verifique o reconhecimento do curso no MEC
O Ministério da Educação (MEC) avalia os cursos de graduação periodicamente. Para escolher uma faculdade, consulte o site e-MEC. Procure pelo curso e pela instituição. Verifique se o curso é reconhecido (já formou turmas) ou apenas autorizado (ainda não formou). Os indicadores de qualidade são CPC (Conceito Preliminar de Curso) e ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). As notas vão de 1 a 5.
Notas 1 e 2 são ruins, 3 é satisfatório, 4 e 5 são excelentes. Cursos sem avaliação podem estar em processo de implantação. Desconfie.
3. Considere a localização e o custo-benefício
Faculdade no outro lado da cidade significa 2 a 3 horas de deslocamento por dia (10 a 15 horas por semana, 40 a 60 horas por mês). Para escolher uma faculdade, prefira uma instituição próxima à sua casa ou ao seu trabalho. O cansaço do transporte reduz o rendimento nos estudos.
O custo total inclui mensalidade (com ou sem bolsa, com ou sem reajuste anual), material didático (livros, apostilas, equipamentos), transporte (passagem, combustível, estacionamento) e alimentação (restaurante universitário, lanches).
Compare o custo total entre as opções. Uma faculdade mais longe e mais barata pode sair mais cara no final.
4. Conheça a infraestrutura do campus
Laboratórios, bibliotecas, salas de aula, áreas de convivência, estacionamento, restaurante universitário. Para escolher uma faculdade, visite o campus antes de se matricular. Veja se os laboratórios de informática têm computadores modernos (não sucata), se os laboratórios de química, física, biologia, engenharia têm equipamentos funcionais, se a biblioteca tem acervo atualizado e horário estendido, e se as salas de aula são limpas, arejadas e com projetor multimídia.
Uma universidade que não investe na infraestrutura provavelmente também não investirá em professores qualificados ou em pesquisa.
5. Avalie o corpo docente (professores mestres e doutores)
Professores com mestrado e doutorado têm mais conhecimento e geralmente produzem pesquisa. Para escolher uma faculdade, consulte o currículo Lattes dos professores do curso (disponível no site da universidade). Veja a proporção de professores mestres e doutores (quanto maior, melhor). Verifique se os professores têm produção científica recente (artigos publicados) e experiência no mercado (consultoria, projetos aplicados).
Professores que só dão aula e não produzem conhecimento podem estar desatualizados. Desconfie de cursos onde a maioria dos professores é especialista (pós-graduação lato sensu) ou apenas graduado.
6. Pesquise a empregabilidade e o networking
Algumas faculdades têm parcerias com empresas para estágio e trainee. Para escolher uma faculdade, pesquise no LinkedIn onde os ex-alunos do curso trabalham. Entre em contato com egressos (grupos do Facebook, WhatsApp) e pergunte: “Você conseguiu estágio fácil? A faculdade ajudou?”.
Verifique se a faculdade tem um núcleo de empregabilidade (serviço de orientação profissional, banco de currículos, feiras de recrutamento). O networking com colegas e professores é tão importante quanto o diploma. Uma faculdade com alunos brilhantes atrai empresas recrutadoras.
7. Decida entre bacharelado, licenciatura ou tecnólogo
Bacharelado (4 a 5 anos): forma para atuação profissional ampla (engenharia, administração, direito, medicina). Licenciatura (4 anos): forma professores (pedagogia, matemática, história, geografia, letras, ciências biológicas). Tecnólogo (2 a 3 anos): forma para o mercado de trabalho específico (gestão de RH, logística, análise de sistemas, marketing, processos gerenciais). O tecnólogo é mais rápido e prático.
Para escolher uma faculdade, considere seus objetivos. Se você quer ser professor, licenciatura. Se quer entrar rápido no mercado, tecnólogo. Se quer carreira acadêmica (mestrado, doutorado) ou concursos de nível superior, bacharelado. O tecnólogo não permite fazer mestrado acadêmico? Permite, sim, mas é mais difícil.
8. Avalie a modalidade (presencial, EAD, híbrido)
Presencial: contato direto com professores e colegas, estrutura de laboratórios, atividades extracurriculares. EAD (a distância): flexibilidade de horários, menor custo (mensalidade e transporte), necessidade de disciplina (você não tem obrigação de ir à aula). Híbrido: parte presencial, parte online.
Para escolher uma faculdade, decida qual modalidade se adapta à sua rotina. Se você trabalha 8 horas por dia, EAD pode ser a única opção. Se você tem disponibilidade para estudar à noite ou nos finais de semana, o presencial pode ser melhor. O EAD exige mais organização pessoal.
9. Considere a nota do ENADE
O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) é obrigatório para concluintes. Para escolher uma faculdade, você pode ver a nota do curso no site do INEP. As notas variam de 1 (pior) a 5 (melhor). Cursos com nota 1 ou 2 correm risco de descredenciamento pelo MEC.
Cursos com nota 4 ou 5 são excelentes. Cursos com nota 3 são satisfatórios. Cursos sem nota podem ser novos ou com problemas. A nota do ENADE também influencia a empregabilidade (empresas boas preferem cursos bem avaliados). O ENADE não avalia o aluno individualmente, mas o curso como um todo.